quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Tem dias que a gente se sente...

"Quem me dera ao menos uma vez, ter de volta todo o ouro que entreguei a quem conseguiu me convencer que era prova de amizade que alguém levasse embora até o que o que eu não tinha."

Sábia letra: Ainda bem que meu Anjo da Guarda é forte e não "mostrei todos os bichos que tenho de uma vez. Armei meu circo com não mais que uns cinco ou seis".

quinta-feira, 27 de março de 2008

Naturalmente

A natureza é perfeita e fazemos parte dela, tanto quanto as árvores, os animais (tidos como irracionais), enfim, todos os seres vivos e todos os seres brutos. Ela, a natureza, sabiamente não pede licença para se reorganizar. Quando lança as lavas; quando estremece seja na parte continental, seja na parte oceânica; quando os fenômenos atmosféricos devastam cidades e, nesse momento muitas vidas se perdem, os únicos seres que lamentam os prejuízos (emocionais e financeiros), são os humanos. As outras criaturas, estão sempre adaptadas. Só o ser humano é que (por ser racional) inventa o conforto, a injustiça social, a discriminação. Enquanto a moeda de troca for o dinheiro, será muito difícil mudar. Acredito que se a moeda de troca fosse a honra, a boa vontade e o respeito que os outros seres (vivos e brutos) já praticam, a Terra seria "o paraíso".

domingo, 9 de março de 2008

Ser Humano

... o tempo passa e a gente vai acrescentando frases feitas em nossa bagagem, do tipo: "nossa felicidade depende só de nós mesmos"; "faça aos outros aquilo que eles querem que seja feito a eles"; "aproveite a vida"; etc. e etc.... É verdade que não podemos julgar ninguém. Cada um sabe porque age dessa ou daquela forma, que tipo de vivências anteriores induzem à reação a uma determinada situação. As pessoas mais pacientes vão perdoando e perdoando e perdoando, umas vezes por sabedoria, outras por necessidade e Deus lhes dêm muita saúde para continuarem assim, conectadas com o alto, com a luz que faz com que elas enxerguem adiante, porque se não for assim, os problemas físicos causados pela não reação aos estímulos negativos contra si próprias se tornarão gradativamente insolúveis.
Essas pessoas podem experimentar um encontro com o Divino e permanecerem em plenitude independente do que esteja acontecendo ou se sentirão pesadas, amarradas, tristes, amargas, rejeitando a ajuda de quem as reconhece e sabe tratarem-se de pessoas do bem que foram maltratadas.
Penso na extinção utópica dessa frase "a luta do bem contra o mal". Não havendo o mal, o bem não precisará de luta.
Por quê magoamos e permitimo-nos magoar?
Se cultivarmos a consciência de que nada nos pertence e que estamos aqui a serviço de Deus, experimentaremos o bem, pois não esperaremos qualquer retorno do que fazemos.

domingo, 2 de março de 2008

Mulher

Neste mês em que a mulher se torna o tema central, não posso deixar de escrever sobre esta criação Divina. Primeiro foi Eva, a responsável pela perpetuação da espécie, biblicamente ou não, sem a fêmea, nenhum animal se reproduz. Depois dela, outras bravas mulheres fizeram parte da história, entre elas Judite e Ester, numa época em que a mulher era olhada com desprezo pela sociedade... Depois chegou ao mundo a corajosa Maria, aquela que disse sim ao plano de Deus e deu à luz a um filho que dividiu a história em antes e depois Dele. De lá pra cá, a mulher foi ganhando cada vez mais força... chegou Joana D’Arc, Madre Teresa, Diana, que enfrentou um poderoso reinado e se comprometeu com os pobres. Hoje, em qualquer parte do mundo, vemos mulheres assumindo altos cargos políticos, dirigindo empresas, se destacando em sua comunidade... Todas merecem aplausos, mas eu quero particularmente homenagear àquela mulher que na simplicidade do trabalho doméstico, cuida do alimento da corpo e da alma, mantém a casa limpa por saber que isso é bom para a saúde de seus familiares, troca a vela do filtro, lava o banheiro, varre a casa, tira o pó dos móveis, cuida para que vistam sempre a roupa limpa, que durmam numa cama com lençol e fronha limpos. Aquela que está em casa quando seus filhos chegam da escola. Que quando um filho adoece, pode ajudar ao médico a descobrir a causa da doença, pois ela acompanha a rotina do filho. Essa mulher é a terra firme onde serão depositadas raizes fortes e seus filhos se tornarão adultos equilibrados emocionalmente, serão como árvores de tronco sadio que não se abalam a qualquer ventania. Ela não se importa que a chamem de doméstica, de não ter independência financeira. Ela assumiu um projeto de criação e sua realização será ver seus filhos felizes, crescendo sabendo valorizar uma moeda já quase em desuso: A palavra de honra. Hoje quando se faz tudo por dinheiro, tenho que valorizar essa minoria que insiste (mesmo quando a ridicularizam e tentam fazê-la pensar que está sendo explorada) em acreditar na paz e no bem, na honra, no acolhimento, na ajuda, na preocupação gratuita com o outro.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Falta de tempo

Tenho tido tanta vontade de escrever aqui, mas não consigo tempo... Hoje, resolvi dar início a alguma coisa que saia da minha cabeça. Se eu fizesse um gráfico dos meus pensamentos, este seria representado por 50% de incertezas, 40% de decisões (corretas e incorretas), 5% de certezas e 5% disponível para usar convenientemente... voltarei por aqui quando pintar outra oportunidade.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Violão

Hoje, foi o primeiro dia de aula com o terceiro professor de violão. Tá parecendo a música do Chico, cantada pela Bethânia: "Terezinha de Jesus"

Tá muito difícil, mas hoje me senti mais confiante... acredito que desta vez vai. Cada dia que se vive, se aprende e com o JL aprendi muito, pois não sabia nada. Com o Allison ganhei um pouco mais de técnica e agora com o Cosme espero aplausos e uma uma legião de fãs, rs, brincadeirinha... que nada, quero mesmo! ah ah ah Com um violão à tira-colo é mais fácil tornar agradável, qualquer reunião de grupo. Já pensou, ouvir More than Words, Sozinho, Gatinha Manhosa, Assim sem Você, À Francesa, Garota de Ipanema, Tarde em Itapoã, Por onde andei e outras, no violão e voz?

bjs a todos e, com licença, vou ensaiar.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Crise Existencial

Comecei esta postagem por causa do fanatismo que envolve a escolha de um time de futebol. Pois não entendo como pessoas brigam defendendo este ou aquele time e, pior, os fanáticos incentivam seus filhos, ainda bebês (fazem uma lavagem cerebral na criança), para idolatrarem o time de futebol que eles consideram a "paixão", daí meu pensamento voou... Estou chegando à conclusão de que quanto maior for o cérebro, maior é a capacidade de fazer escolhas, de decidir e que isso não tem compromisso com a sabedoria. Nós, os cabeções, tomamos adoçante, ao passo que as formigas, passam longe dele. Nós criamos umas gaiolas para aprisionar bichos e outras para aprisionar a nós próprios (isto vai de prisões a casas, apartamentos, escritórios). Nós tiramos o petróleo, que se escondeu debaixo da terra e "acidentalmente" o jogamos no mar. Ah! prá mim tá demais... é tanta inteligência que me embrulha o estômago. Vai escolher errado assim lá na... Ainda criamos o estigma de que o valor das pessoas está no saldo de dinheiro que elas têm. Nós, os cabeções, vivemos solitariamente (um núcleo, impenetrável, rotulado de família), cada uma com um fogão, uma geladeira, uma tv, uma cama grande, etc... porque isto foi convencionado que é necessário (como viver sem estas coisas?), desde pequenos, preparamos nosso organismo para as comidas cozidas, nos despreparamos de tomar chuva, vento, frio... estamos, aos poucos, perdendo a natureza a tal ponto que a ciência está cuidando da imortalidade do indivíduo. Os bichos, a natureza podem morrer, que se f, mas os humanos não, têm que manter suas vidas inúteis integradas num avanço tecnológico. E é uma engrenagem muito gananciosa e sem compromisso com a qualidade de vida num sentido geral da natureza (agora, com o alerta dos cientistas, começaram a se preocupar, mas os que estão sentados nos tronos não vão querer dormir sem o ar condicionado). Todos os humanos adultos têm que trabalhar. As crianças vão para as creches (onde fica a troca de experiência diária com a mãe, que os bichos bebês têm até que eles mesmos se tornem independentes?), os pais só chegam à noite, exaustos e ligam a tv... Em que "M" nos tornamos, ein? Gostaria de ter nascido na época dos Dinos. Nem precisaria tanto, poderia ser numa época antes do preconceito, ou melhor, poderia ser aqui mesmo em 1400, viver como os índios é bem próximo do que eu considero ideal. Como pode? Eles têm cérebro grande também e não fazem as "M" que fazemos. Aí está a grande questão: Por quê?